História

Uma História de luta pelos direitos dos trabalhadores em editoras 

O  SEEL (Sindicato dos Empregados em Editoras de Livros, Publicações Culturais e Categorias Afins do Estado de São Paulo), nasceu oficialmente em 6 de dezembro de 1960, data em que foi reconhecido pelo Ministério do Trabalho como entidade sindical representativa da categoria profissional dos empregados em editoras.

Naquele momento o Brasil passava por um dos períodos mais conturbados de sua história, que resultou no golpe militar de 1964 e, posteriormente, em 1968, no famigerado Ato Institucional no 5 (AI 5); decreto que dava respaldo legal para as autoridades militares prenderem e coagirem os cidadãos de forma arbitrária e violenta.

Mesmo imerso em um cenário perigoso e turbulento, a entidade conseguiu resistir e, a partir 1979, com o arrefecimento da ala militar e o início de um processo de redemocradização do país, passou a se desenvolver de maneira mais participativa junto aos trabalhadores, visitando editoras e fazendo campanhas de sindicalização.

Na década 1980, marcada pelo Diretas Já – movimento civil que reivindicava o voto direto nas eleições presidenciais –, o SEEL, articulado com entidades como o Sindicato dos Jornalistas, o Sindicato dos Radialistas e o Sindicato dos Gráficos, direcionou sua atuação em prol de uma unidade de trabalhadores na área de comunicação. Foi no início desta década também que o sindicato uniu-se a centenas de outras entidades representativas, e ajudou a fortalecer a luta para a criação de uma central sindical; visando uma representatividade mais efetiva dos trabalhadores frente às políticas governamentais. O resultado desta união foi a criação, em 1983,  da CUT – Central Única dos Trabalhadores.

Durante todo este período, o SEEL articulou-se com várias entidades em prol da a consolidação da democracia, do desenvolvimento social,  da melhor distribuição de renda, inclusão social e emancipação política e econômica dos trabalhadores. Paralelamente a isso, sempre defendeu a pauta específica dos profissionais em editora. No ano de 1990, as privatizações cresceram de modo desenfreado e trouxeram consequências desastrosas aos trabalhadores. Os sindicatos, de um modo geral, buscavam fortalecimento para enfrentar os desafios impostos pela política neoliberal que havia sido introduzida no país. Era o momento de buscar um crescimento mais estruturado e direcionado e que foi orientado pela filiação do SEEL à CUT.

Desde então, o SEEL tem obtido um crescimento constante. Hoje, temos  uma organização ágil e eficiente, que inclui equipe de advogados e representantes qualificados em questões trabalhistas, além de amplo suporte aos associados em questões jurídicas.  Os benefícios  que oferecemos para os nossos associados tiveram um salto tanto na quantidade, como na qualidade. Dispomos de consultório dentário, convênios com instituições de ensino, descontos em eventos de cultura e lazer, além de canais de informações específicos para a categoria como o Jornal Original e o novo site, que visa fortalecer a comunicação com o associado para melhor atender suas demandas.

Continuamos ativos, fortes, persistentes e mobilizados na luta para defender os direitos dos trabalhadores. Junto com a CUT, reivindicamos constantemente as mudanças na política econômica e o atendimento da nossa pauta trabalhista: fim do fato previdenciário; redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem a redução salarial; reajuste digno para os aposentados; mais investimentos em educação e saúde de qualidade; fim do Projeto de Lei 4330, que amplia a terceirização; reforma agrária e fim dos leilões do petróleo. Atualmente, o SEEL encontra-se em fase de plena expansão, aumentando a base de associados e ampliando sua atuação em editoras da capital e interior, auxiliando na criação de comissões de trabalhadores e ajudando a desenvolver o setor editorial, lutando por práticas mais justas e igualitárias de condições de trabalho e remuneração. Defender o trabalhador e as conquistas trabalhistas obtidas até o momento sempre foi e continuará sendo o nosso principal escopo.