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Foto De Manifestação Com Lula

Resistir é a ação do momento

03/05/2018

Prisão de ex-presidente Lula é um recado do governo golpista para a toda a classe trabalhadora brasileira

Foto: Paulo Pinto Fotos Publicas

O golpe parlamentar enfiado goela abaixo do povo brasileiro, marcado pelo impeachment da presidenta Dilma Roussef, teve mais uma etapa completada com a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no começo do mês de abril.  Sua detenção representa um ataque não apenas à figura de Lula, cujo governo foi marcado pela defesa e ampliação dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras (bem como de suas famílias), mas ao projeto de país que o ex-presidente defendeu e defende. Um projeto onde o povo tenha acesso à educação, moradia, salário digno, saúde e segurança.

Da negação ao pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal até a entrega de Lula, a os grandes meios de comunicação transformaram tudo em um grande espetáculo midiático. A ideia era criminalizar o ex-presidente, alimentar o ódio da elite nacional, colocando-o como um bandido que se negava a se entregar para cumprir sua pena. Não contavam com a lealdade do povo brasileiro, que se manteve firme ao lado do ex-presidente e, em um ato de resistência lotou as ruas de São Bernardo do Campo para manifestar seu apoio àquele que é o maior líder popular brasileiro. Em todo o país, movimentos sociais e sindicais seguiram na mesma toada: Lula Livre.

Não é apenas a liberdade de Lula que é reivindicada. É o a combate às perdas de direitos, ao avanço neoliberal, que cada vez mais sucateia a vida de homens e mulheres das classes populares no Brasil. O governo golpista de Michel Temer e todo o Congresso Nacional manifestam seu ódio ao povo dia após dia, com suas leis que podem afetar gerações inteira de trabalhadores e trabalhadoras.

O processo ao qual Lula foi submetido é, desde o começo, político. Os golpistas sabem que ele é imbatível nas urnas, o que poderia arruinar os planos de aprofundar os ataques ao povo. Ao tirar Lula da disputa eleitoral, ninguém mais iria ameaçar o sucateamento do país. Por isso, são dois pesos e duas medidas no momento de julgar e condenar os políticos neste país. Basta perceber que ninguém do PSDB, por exemplo, está na cadeia. Recentemente Aécio Neves se tornou réu por corrupção passiva (passiva?), mas será que o ex-senador sofrerá com o mesmo rigor em processo decidido a toque de caixa como o teve Lula? Não há provas suficientes contra Lula e, mesmo assim, ele está preso. Assim como não havia base legal para o impeachment de Dilma e mesmo assim, ela foi deposta.

O presidente do SEEL-SP, Daniel Paulo, vê com muita preocupação a perseguição que terminou por prender o ex-presidente Lula, porque representa um retrato do desmonte que a classe trabalhadora está vivendo nos últimos tempos. “A prisão de Lula, um companheiro de luta, é uma derrota muito grande também para as classes mais pobres, que dependem de programas de assistência social para viver. Representa o ódio de classe contra o companheiro Lula e, neste caso, sofre Lula e sofre a nação brasileira.”

Diante disso, 2018 terá um 1º de maio onde não haverá espaço para celebração, mas sim, para luta e resistência. Não podemos permitir que se aprofunde ainda mais a perda de direitos aos quais o povo brasileiro está submetido. E nesta caminhada, é preciso muita mobilização pela liberdade de Lula que representa, como ele mesmo disse, uma ideia. A ideia de que mais fortes são os poderes do povo!

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